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Há séculos, as Artes Marciais têm sido usadas no extremo oriente como ferramentas de guerra, e como elementos de paz - na educação, na preparação física e na disciplina de jovens.
O Wu Shu chinês, ou mais popularmente conhecido no ocidente como Kung Fu, é talvez, uma das mais antigas formas de defesa pessoal e de combate que se tem notícia. Utilizando o conhecimento de uma arte originária da Índia – o Vjramushti – os monges de Shaolim adaptaram técnicas de defesa e ataque e desenvolveram um completo sistema de ginástica para auxiliá-los nas longas horas diárias de meditação. E essa ginástica foi cada vez mais se tornando uma técnica de luta, face às constantes tentativas de invasão dos Templos de Shaolim, tanto ao Norte quanto ao Sul da China.
O Império resolveu, após contar com a ajuda dos Shaolim para repelir a invasão Mongol, criar uma guarda especializada em Artes Marciais que pudesse defender, a qualquer preço, os tesouros e a cultura chinesa frente a inimigos externos. Surgia daí o Hei Long – ou “Dragão Negro” – que tem seu registro formal em documentos históricos do Museu Imperial Chinês. Um grupo altamente treinado em Artes Marciais para levar a cabo qualquer tarefa que fosse determinada pelo Imperador.
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